🌍🧥 Dia Internacional do Moletom: história, cultura e significado de uma peça icônica
No dia 21 de janeiro, celebra-se o Dia Internacional do Moletom, uma data que convida a olhar além do conforto e entender por que essa peça de roupa conquistou o mundo — com direito a uma comemoração própria.
Mais do que um item do guarda-roupa, o moletom se tornou um símbolo cultural, atravessando décadas, classes sociais e movimentos históricos.
🧵✨ A história do moletom: da roupa de trabalho ao símbolo universal
Do uniforme operário ao ícone da cultura pop e da luta social, o moletom percorreu um caminho extraordinário.
Democrático, confortável, versátil e carregado de significado, ele transcendeu sua função original para se tornar um verdadeiro artefato cultural. Mas como uma peça criada para aquecer trabalhadores se transformou em símbolo de atitude, protesto e até luxo?
🏭❄️ Origens humildes: o moletom nasce da necessidade
A história do moletom começa nos anos 1920, em meio à Grande Depressão. A empresa Champion Products, então chamada Knickerbocker Knitting Company, em Rochester (Nova York), desenvolveu uma jaqueta pesada de algodão com interior felpudo (fleece).
A peça era destinada a:
trabalhadores expostos ao frio intenso
atletas que treinavam ao ar livre em baixas temperaturas
O grande marco veio com a adição do capuz, pensado apenas para proteger cabeça e pescoço. O termo hoodie ainda não existia, mas a peça que conhecemos hoje já estava criada.
Anos 1970: a ascensão cultural do moletom
O moletom permaneceu utilitário até os anos 1970, quando foi adotado pela nascente cultura hip-hop, nas ruas do Bronx, em Nova York.
Por que ele se tornou tão popular?
🕺 Conforto e mobilidade, ideal para o breakdance
🧢 Anonimato e atitude, com o capuz criando identidade e pertencimento
💸 Custo acessível, sendo barato, durável e fácil de encontrar
O filme “Rocky” (1976) também ajudou a popularizar o moletom como símbolo de disciplina, resistência e superação.
👑 Anos 1990 e 2000: do estigma ao status
Os anos 90 marcaram uma fase ambígua para o moletom.
Por um lado, a peça foi criminalizada, associada à cultura de rua, skaters e jovens marginalizados. Em alguns contextos, chegou a ser proibida em escolas e shoppings.
Esse estigma atingiu um ponto crítico em 2012, com a morte de Trayvon Martin, transformando o moletom em símbolo de protesto por meio do movimento #MillionHoodieMarch, ligado à luta contra o perfilamento racial.
Por outro lado, a alta-costura incorporou a peça. Marcas como Tommy Hilfiger, Ralph Lauren, Vetements e Balenciaga elevaram o moletom ao status de luxo, validando-o como ícone fashion — ainda que distanciado de suas origens populares.
🧠📌 Fatos e curiosidades sobre o moletom
🧵 Material: o fleece moderno costuma ser de poliéster; o original era de algodão
👟 Streetwear: tornou-se o coração da moda urbana global nos anos 2000
🛋️ Conforto como filosofia: peça-chave do athleisure e do workleisure, especialmente no home office
🧥 O moletom hoje: um espelho da sociedade
Atualmente, o moletom é uma tela em branco. Seu significado muda conforme quem o veste:
é conforto no trabalho remoto
é identidade cultural e pertencimento
é símbolo de protesto
é status quando assinado por grifes
é praticidade no dia a dia
Ele une opostos raros: luxo e marginalidade, rebeldia e sistema, individualidade e uniforme.
🧩✨ Conclusão: mais do que uma peça, uma narrativa
A história do moletom é a história do século XX e XXI em tecido. Fala de classe, raça, juventude, consumo e política.


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