Uma data para conscientizar, proteger vidas e reforçar que tradição nunca pode justificar violência.
A Mutilação Genital Feminina (MGF) é uma violação grave dos direitos humanos que afeta milhões de meninas e mulheres ao redor do mundo. O Dia Internacional da Tolerância Zero à Mutilação Vaginal Feminina, celebrado em 6 de fevereiro, existe para lembrar que essa prática precisa ser combatida, denunciada e, sobretudo, erradicada.
Mesmo sendo proibida em muitos países, a mutilação genital feminina ainda persiste, sustentada por costumes culturais, pressões sociais e desinformação — e falar sobre o tema é uma das principais formas de enfrentamento.
O que é a mutilação genital feminina?
A MGF consiste em procedimentos que removem parcial ou totalmente os órgãos genitais externos femininos, ou causam ferimentos intencionais nessa região, sem qualquer justificativa médica.
As consequências podem ser devastadoras:
Dor intensa e infecções graves
Complicações no parto
Problemas urinários e menstruais
Impactos psicológicos profundos
Risco aumentado de morte
A prática ainda existe? Onde acontece?
Infelizmente, sim, a prática ainda existe. A mutilação genital feminina é registrada principalmente em partes da África, do Oriente Médio e de algumas regiões da Ásia, além de ocorrer em comunidades migrantes espalhadas pelo mundo.
Mesmo em países onde é ilegal, ela pode continuar acontecendo de forma clandestina, o que torna o combate ainda mais complexo e urgente.
Por que é tão importante falar sobre isso?
O silêncio é um dos maiores aliados dessa violência. Falar sobre a mutilação genital feminina ajuda a:
Informar e conscientizar comunidades
Fortalecer políticas públicas de proteção
Apoiar meninas e mulheres em situação de risco
Romper ciclos de violência transmitidos entre gerações
A informação salva vidas. A visibilidade protege. A educação transforma.
Um compromisso coletivo
Combater a mutilação genital feminina não é apenas responsabilidade de governos ou organizações internacionais — é um compromisso social, cultural e humano. Questionar práticas nocivas, apoiar sobreviventes e compartilhar informação confiável são passos fundamentais para a mudança.


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