Sem alarmismo nenhum, mas já podemos dizer com uma certa folga que os conteúdos gerados por IA já saturaram, não podemos?
Não que eu ache que eles vão sumir, pelo contrário, em termos de vídeos, tem sido produções realmente incríveis, inclusive, redes televisivas andam experimentando quadros feitos por IA.
Porém, a ocupação generalizada de conteúdo gerado por IA já vem causando enorme transtorno nos usuários de redes sociais.
O maior exemplo a ser dado é o caso do Pinterest.
O Pinterest sempre foi a principal rede social de inspiração. Não importa no que você queria se inspirar, você ia encontrar algo no Pinterest, da decoração ao faça você mesmo, o Pinterest é usado como referência para quem está em busca de dicas para usar na sua vida real. O que aconteceu, então, quando a plataforma foi inundada com imagens geradas por IA? Perdeu-se o referencial! Como eu vou aplicar uma decoração na minha casa de coisas feitas por fadas e gnomos? Simplesmente impossível.
O mesmo tem acontecido com posts e textos. A IA não tem o fator vivência que humanos tem. Por mais que seja treinada em comunicação, a máquina dá formas e fórmulas fechadas demais, o que torna a leitura endurecida. No máximo, pode-se usar a IA para revisão de um texto pronto, mas um texto feito por IA já tem sido facilmente detectável e a leitura passa a ser rígida e não fluida como ocorre com textos feitos por humanos. Curiosamente, tem sido os eventuais erros que tem entregado se aquele conteúdo foi criado por humanos.
Assim também temos no campo da música e entretenimento. Eu acho divertido ver músicas usadas de maneira satírica ou até políticas sendo geradas por IA, uma vez que no campo do entretenimento, nem sempre é possível contar com artistas ou produtoras para se comprar determinadas brigas. A verdade é que em um sistema capitalista, escolher o lado errado pode ser fim de carreira ou de negócios. Cada luta precisa ser muito bem avaliada e o risco é enorme. Para finalidades assim, o acesso que os usuários tem a essas ferramentas tem proporcionado um material crítico bastante interessante. Porém, a premissa não vale para trabalhos individuais, em que a geração automática de letras não entrega vivências e o uso de melodias facilmente caem em plágios, sendo fácil detectar, inclusive, qual foi a música usada pela IA enquanto referencial.
Assim, que estiver investindo em criatividade vai poder ocupar esse vazio deixado emocional deixado pelas IA's. A crise no Pinterest, citado acima, tem feito com a plataforma dessa ao usuário a escolha que ocultar conteúdos gerados por IA. As Redes Sociais já disponibilizam e exigem que os criadores apontem em seus vídeos se aquele conteúdo foi gerado por IA, afim de informar à audiência que não se trata de conteúdo humano, muito embora, para conteúdos como vídeos seja necessário um elaborado prompt para dar vida à animação pretendida, porém, nunca irá superar as inusitadas e imprevisíveis situações reais.
O original sempre vai superar a cópia! Não importa o quão tecnológica ela seja.


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