Assistindo a um vídeo de entrevistas em um fórum de tecnologias, um rapaz disse que o tempo de vida útil da IA é de 2 anos e eu só posso concordar com ele.
Mais do que concordar, o que eu estou prestes a dizer sequer já é uma das preocupações das grandes empresas de IA.
A Inteligência Artificial não possui o fator criatividade, apesar de ela ser ótima em fazer compilados e otimização de textos e imagens.
Para ser a Inteligência Artificial que nós conhecemos hoje, a IA precisou se alimentar de muitos e variados conteúdos gerados por mentes humanos e, por isso, nesse primeiro momento, a IA tem sido útil e eficiente para nós.
Para ter acesso a esse conteúdo criado por Inteligência Humana, a IA desbravava a internet e analisava todos os textos que tinha a sua disposição e treinava o seu sistema com conteúdo de Inteligência Humana.
Só que nem todo Humano possui a Inteligência ou a criatividade para criar conteúdos para a internet, fossem eles textos, fossem imagens e, agora vídeos, e é para essas pessoas que a Inteligência Artificial mais tem se tornado útil na hora de gerar conteúdos para a internet em uma era em que é necessário alimentar o insaciável algoritmo.
Com isso, a internet, seja em sites e blogs, seja nas redes sociais estão se enchendo de conteúdo criado por IA e o que isso significa na prática?
Que a IA vai começar a se alimentar do próprio vômito e a criar aberrações, uma vez que vai faltar para ela material original que treine seu software. Soma-se a isso o fato de ela se alimentar de informações incorretas, gerando um problema de credibilidade em seu uso.
A IA vai desaparecer? Não. Só vai se somar a diversas ferramentas que, a meu ver, terão que ficar restrita ao seu uso no nicho específico e não mais de forma geral como vemos hoje.
Para exemplificar, os irmãos Ana Helena Ulbrich e Henrique Dias desenvolveram uma IA que auxilia farmacêuticos e médicos a cruzar os dados do paciente para que a receita passada possa ajustar dosagem e avaliar os medicamentos prévios das medicações para otimizar o tratamento dos pacientes e evitar erros. Aqui, a Inteligência Artificial não é um código aberto que precisa ser treinada ou que faz compilados de informações do que ela pesquisou na web. Seu código é fechado e seus comandos específicos para o cruzamento de dados (Fonte: G1). Com isso, a IA não se contamina com informações equivocadas e está sendo muito bem aplicada quando o assunto é facilitar e otimizar o serviço feito por humanos.
Logo, a IA nos moldes que vemos hoje é ainda um grande experimento sobre como ela vai ou não ela vai se solidificar no futuro, se abarcando o todo, ou se se tornando aplicativos fechados com mensalidades a serem pagas mensalmente para auxiliar em nichos específicos, tal como vemos hoje com os aplicativos.
E você, como acha que a Inteligência Artificial estará sendo usada daqui a dois anos?
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