Boku no Hero: algumas críticas ao final do anime
Boku no Hero, infelizmente, encerra a sua história que, com certeza, vai deixar muita saudade.
É um dos meus animes favoritos. Já assisti diversas vezes.
E assisti o final!
E o final teve alguns problemas bem complicados para um anime que veio com uma narrativa impecável até então e aqui elencarei algumas das críticas que eu faço e as que eu considerei muito válidas feitas pelos fãs.
NÃO CONCRETIZOU A PREMISSA INICIAL
A primeira coisa que o anime apontou é que acompanharíamos a história de Izuku Midoriya e como ele se tornou o Pro Hero nº 1 assim como o All Might.
Editado: Algumas pessoas decidiram implicar com os termos usados em diversas traduções, fosse ele "herói nº1" ou "o melhor herói de todos" ou "o melhor herói". Esses termos são sinônimos e no processo de tradução, os termos não são traduzidos apenas pelo significado específico da palavra, mas, sim, levando em consideração o contexto da obra e em como ela será compreendida dentro do contexto social que esse idioma está inserido. Não houve erro algum de tradução, pois a compreensão de "o melhor" implica alguém que é melhor do que todos, o que é diferente de "um dos melhores", por exemplo. Dentro do contexto da história, Midoriya herdou o poder do, até então, herói nº 1 da obra, e a tradução, feita em tempo real, não se equivocou ao usar o termo, pois ele era compatível com o contexto da própria obra. Não havia informações sobre o final da obra no momento da tradução e nem das mudanças que foram ocorrendo ao longo da narrativa por escolha do autor, uma vez que se trata de uma obra de lançamento contínuo. Os momentos iniciais da obra foram marcados pelos principais personagens se qualificando para ocupar o posto de herói nº 1. Fim do Editado.
Essa afirmativa removia qualquer tipo de dúvida sobre se o Midoriya concretizaria o seu sonho de ser o herói nº 1 de fato. Acompanhávamos a trajetória que o levou até lá sabendo desde o início que ele teria sucesso.
Ao longo do anime, essa premissa já havia sido levemente esvaziada, quando Midoriya, que também é o narrador, informa que essa é a história de como os alunos da U.A. se tornaram os melhores Pro Heroes de sua época.
Por fim, Midoriya termina sem poderes e como professor.
Não que seja inválido ele se tornar professor, afinal, tanto o All Might, quanto o professor Aizawa eram professores, ser um Pro Hero não era fator limitante para ser um professor, afinal, todos os professores da U.A. que vimos atuavam como Pro Heroes.
Por fim, Midoriya termina a obra como começou e achei muito justa a crítica que dizia que não fazia absolutamente nenhum sentido ele ter passado por tudo o que passou para voltar ao começo.
Aqui, nós temos um problema de recompensa.
Midoriya pôde realizar um sonho e pagou o preço por esse sonho, porém, ficou sem a recompensa merecida por ter se dedicado a derrotar um vilão de escala global a ponto de estar disposto a entregar a sua vida para isso.
O reconhecimento dos amigos e da sociedade são importantes, mas o que se esperava era a recompensa de realizar um sonho e Midoryia não realizou por completo. Destaca-se que o tempo decorrido entre a entrada de Midoryia na U.A. e a batalha com o Shigaraki foi de apenas um ano.
Por fim, seus amigos fazem uma vakinha para comprar uma armadura ao estilo do All Might na luta final com o All For One e, assim, ele pode, pelo menos, fazer patrulhas.
Não foi satisfatório ver isso!
A gente não chora com a conquista do herói da história, a gente acaba não se inspirando e esse final acabou contrariando tudo que se pregava ao longo da obra que é correr atrás dos seus sonhos e concretizá-los, de que é possível até para quem não tem poderes.
Pelo contrário, a mensagem que se passa é que você vai pagar um preço muito alto por querer realizar seus sonhos e, ainda assim, terminar sem nada.
Brutal!
A meu ver, a crítica com relação a isso é muito justa. Não dá para negar que foi até cruel com o rapaz.
Nada de torcer o futuro com as mãos, não é mesmo?
ALL FOR ONE FOI UM VILÃO PODEROSO DEMAIS
Há de se ter um cuidado ao se criar um vilão poderoso demais e esse foi o caso do All For One.
A meu ver, o All For One já havia cumprido seu papel ao esgotar os poderes do All Might nas temporadas iniciais e foi poético que ele recebesse golpes fatais pelo Bakugo. Assim, Bakugo e Moriya, amigos rivais, teriam na balança o fato de terem derrotado os maiores vilões de todos os tempos.
O problema é quando o All For One, mesmo morto pela própria individualidade que ele se aplicou, ainda conseguir alcançar o Shigaraki e se transformar em um ultra mega vilão. Aí, eu já achei um enorme exagero!
Há de se pontuar que ele era um vilão capaz de fazer as nações se dobrarem para ele. Só foi possível derrotar o All for One, pois ele foi ficando mais fraco com o efeito rebobinar, ao ponto de virar o bebê maligno e desaparecer.
A partir do momento que ele domina o Shigaraki usando resquícios mentais que estavam gravados na alma do rapaz, ele vira uma divindade, pura e simplesmente. Não ficou crível que ele, mesmo contra todos os heróis, pudesse ser derrotado, apesar de toda a questão (que podemos interpretar como profética envolvendo o All for One e o One for All) de que ele só poderia ser derrotado pelo poder do One for All que naquela ocasião estava com o Midoriya.
Ora, o Midoriya já estava sem o One for All, sobrando apenas os resquícios. Suas forças estavam esgotadas e ele já havia tido a prometida disputa psicológica com o Shigaraki.
O Shigaraki, por sua vez, já havia se tornado um vilão extremamente forte, a ponto de resistir a uma superbomba (parecia ser atômica) e ataques poderosíssimos no ataque da Star and Stripe. Depois, a estratégia montada pela U.A. para lidar com ele foi realmente engenhosa e muito inteligente, equilibrando-se à genialidade do All For One. Apesar de tudo, nem o Caixão no Céu foi suficiente para segurar o Shigaraki que já tinha tido o despertar da sua individualidade, alcançando a singularidade. O Shigaraki por si só já era um vilão extremamente poderoso àquela altura. Não precisava evoluir ainda mais um vilão assim.
Se com os vilões já enfraquecidos, os heróis não estavam conseguindo, como eles conseguiriam derrotar o All for One na sua melhor forma?
Serviu apenas para criar o clima de união, mas analisando friamente, o All for One conseguir se apossar do Shigaraki e ainda ser derrotado acabou forçando a barra, porque ele já tinha alcançado o auge das individualidades e singularidades, ficando imparável àquela altura.
E aí, o All for One é derrotado por adolescentes detonados. Complicado!
Em obras que lidam com disputas entre forças, essas forças precisam estar equilibradas ou se equilibrar, por isso havia um One for All para duelar com o All for One, mesmo que o One for All fosse muito mais limitado do que o All for One. Por isso, entram os aliados e a ajuda mágica...
Ajuda mágica prometida que não veio, justamente, o poder da Eri.
O NÃO APROVEITAMENTO DO PODER DA ERI
O poder da Eri deu todos os indícios de que seria a força que equilibraria a disputa entre os Pro Heroes e o All for One.
Antes de adentrarmos na última parte final, a temporada anterior havia parado em meio a batalha. A meu ver, a batalha teria uma pausa de reagrupamento, pois nenhum dos lados conseguiu superar a estratégia do outro lado.
Se fundindo o All for One e o Shigaraki, a Eri com a sua individualidade de rebobinar revitalizaria os heróis potentes da obra, como o All Might que poderia ir, ao menos, com mais força para a batalha, mesmo com os equipamentos (ele estava muito debilitado, o homem cuspia sangue, sabe?) e a importante individualidade de apagar do Aizawa, que era uma individualidade importante contra uma individualidade cuja potência era se apossar de outras individualidades e de destruir tudo que toca. All Might vai para a batalha na sua pior forma e o Aizawa depende da individualidade de um aluno para poder ativar a sua individualidade.
Achei que a ajuda mágica - como chamamos os momentos em que algo milagroso acontece em favor do herói - viria pela Eri, que apareceria e recuperaria todo mundo para todos estarem prontos para lidar com o All for One e Shigaraki no ápice de suas forças.
Não!
Pior de tudo é que quem usou a individualidade da Eri foi o All for One. Inacreditável! Tudo para ele, nadinha para os outros!
A ajuda prometida da Eri veio em forma de um pedacinho de seu chifre para recuperar os antebraços do Midoriya, porque não recuperou nem o One for All - que eu achei que pelo menos isso aconteceria e ele recuperaria a força perdida.
A perda dos antebraços na batalha psicológica com o Shigaraki foi outra incongruência, uma vez que o decaimento do Shigaraki desde sempre pulverizava a pessoa inteira. Não tinha nem porque o Midoriya ter perdido os antebraços, muito menos a necessidade de eles serem recuperados. Por fim, o Midoriya só perdeu os antebraços para dar alguma resposta ao motivo de a individualidade da Eri não ser usada em momento tão crucial.
O CASAL MIDORIYA E OCHACO NÃO ACONTECEU
Editado em 20/12/2025: Essa informação já mudou com a publicação do capítulo extra 431.O episódio extra referente ao capítulo 431 sairá em 2 de maio de 2026. Fim do Editado.
Por fim e não menos importante, não tivemos o casal MiChaco.
Novamente, foi uma premissa dada desde o início da obra quando eles se conhecem.
Não é caso de birra de fã que formou o casal por torcidas e compatibilidades na expectativa de pressionar o autor para fazer acontecer.
O casal Midoryia e Ochaco foi uma promessa dada no início e trabalhada ao longo da obra.
Se o anime tivesse acabado assim que eles se formaram na U.A. no 3º ano, algumas questões teriam ficado no ar, tanto com relação ao poder do Midoriya, quanto em relação à Ochaco.
Porém, se passaram 8 anos (OITO ANOS!) e o casal ainda não estava junto.
Na cena em que o Midoriya encontra a Ochaco no penhasco, ali eu achei que a Ochaco faria a sua confissão, já que a disputa dela com a Toga girou em torno, justamente, dos sentimentos latentes que as duas sentiam pelo Midoriya, mas não! Nada aconteceu!
A meu ver, eles devem lançar algum filme ou algo do tipo para encerrar essa parte da história ao estilo "The Last" de Naruto. Só que passados 8 anos (OITO ANOS!) e não ter rolado nada - ou até nada até onde a gente sabe - foi um espaço de tempo muito alongado.
É realmente uma pena!
Finais são sempre tão dolorosos e é por isso que geralmente os romances entram para poder dar esse alívio de saber que nossos amigos personagens estão sendo amados.
Mas o Midoriya ficou sem poder, ficou sem Ochaco. Caramba, hein! O menino só sofre calado mesmo.
Espero que, pelo menos, saia um filme, porque se não sair, aí sim, vai ser desolador.
Quero a data na minha mesa!
CONCLUSÃO
Boku no Hero é um anime que eu já assisti diversas vezes e continuarei assistindo de novo e verei um dia com meus filhos e netos.
As críticas pontuais não apagam o todo. Continua no topo dos meus favoritos.
E você? Gostou do final? Concorda ou discorda das informações que eu trouxe?
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