Hoje completo mais uma primavera de existência.
O aniversário é uma data confusa... ao mesmo tempo que pensamos que não temos nada a comemorar, pensamos igualmente que devemos celebrar a oportunidade de estarmos vivos, porque só vivos podemos viver novas experiências e reformular sonhos. Aos que já se foram, não há mais essa possibilidade.
Ao mesmo tempo que penso não ter conquistado nada na vida, penso também nas muitas coisas que conquistou e a realização de pequenos sonhos, como quando passei para a UFRJ e quando comprei meu carro (com meu dinheiro, não ganhei).
Sinto que a minha vida fosse um copo, que ora está meio vazio, ora está meio cheio, a depender do que estejamos falando.
A minha última década considero que foi uma das mais desafiadoras, muito coisa não muito legal aconteceu e, por outro lado, muita coisa legal aconteceu também.
Nesse momento de reflexão sobre esse mais um ano de existência, me permito a reflexão da não-linearidade da vida e que as coisas não vão sair do jeito que a gente quer, por mais que a gente se esforce. Muitas das vezes, a vida é o que ela é e só nos resta aceitar e nos adaptar aos desafios que surgem.
Será que é isso que chamam de maturidade
A impressão que eu tenho, mesmo já vivendo quase 4 décadas, é que eu ainda tenho muito a crescer no meu processo de autoaprendizagem, ao mesmo tempo que sinto que já dominei muito do que há em mim e do ambiente que estou inserida, afinal, somos frutos do meio.
Para essa nova etapa da jornada, só torço para seguir evoluindo e também para me cercar de pessoas que me ajudem na minha evolução pessoal e eu a elas.
Que seja um reinício de novas jornadas e que eu tenha a força e criatividade necessária para superar com lucidez os novos desafios.


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